{"id":10415,"date":"2016-08-01T00:00:00","date_gmt":"2016-08-01T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/iabrs.org.br\/discurso-de-abertura-do-x-congresso-brasileiro-de-arquitetos\/"},"modified":"2025-09-22T16:14:21","modified_gmt":"2025-09-22T19:14:21","slug":"discurso-de-abertura-do-x-congresso-brasileiro-de-arquitetos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/discurso-de-abertura-do-x-congresso-brasileiro-de-arquitetos\/","title":{"rendered":"Discurso de abertura do X Congresso Brasileiro de Arquitetos"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Confira a segunda publica&ccedil;&atilde;o da s&eacute;rie de artigos do arquiteto e urbanista Demetrio Ribeiro.<\/strong><\/em><em><strong>&nbsp;Este discurso foi&nbsp;proferido por Demetrio quando foi presidente do X Congresso Brasileiro de Arquitetos, Bras&iacute;lia, em 1979.<\/strong><\/em><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tA convoca&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de congressos nacionais de arquitetos &eacute; uma tradi&ccedil;&atilde;o do Instituto de Arquitetos que remonta a mais de quatro d&eacute;cadas.<\/p>\n<p>\tO &uacute;ltimo Congresso realizou-se em S&atilde;o Paulo em 1976, ap&oacute;s sete anos de sil&ecirc;ncio, e refletiu no seu desenvolvimento e nas suas resolu&ccedil;&otilde;es, o prop&oacute;sito de participa&ccedil;&atilde;o social dos arquitetos, no momento em que se iniciava a fase mais recente das lutas pela redemocratiza&ccedil;&atilde;o da nossa vida pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>\tHoje, este Congresso re&uacute;ne-se quando as aspira&ccedil;&otilde;es de reconquista da democracia chocam-se com as for&ccedil;as retr&oacute;gradas, ainda poderosas, que almejam o retorno &agrave; repress&atilde;o e ao obscurantismo atrav&eacute;s da provoca&ccedil;&atilde;o e da viol&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\tNenhuma &aacute;rea da vida brasileira pode escapar desse quadro contradit&oacute;rio em que se&nbsp; decide o futuro da na&ccedil;&atilde;o, e muito menos podem omitir-se os homens da cultura e os trabalhadores intelectuais.<\/p>\n<p>\tPara expressar a ades&atilde;o dos arquitetos aos valores do direito e da justi&ccedil;a, foi escolhido como &uacute;nico homenageado deste congresso, Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo de S&atilde;o Paulo, pessoa que tem simbolizado, perante a consci&ecirc;ncia nacional, a firmeza e a dignidade do povo brasileiro nas horas mais negras da nossa hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>\tRegistramos aqui o nosso pesar pelas circunst&acirc;ncias que o impossibilitaram de comparecer apesar do seu desejo que calorosamente manifestou.<\/p>\n<p>\tNeste momento de sua hist&oacute;ria, o Brasil volta-se para a sua pr&oacute;pria realidade por tanto escondida e mistificada e avalia a extens&atilde;o e a gravidade do seu atraso e da sua depend&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\tNo desvendamento da situa&ccedil;&atilde;o do nosso pa&iacute;s e na busca dos rumos para arranc&aacute;-lo do atraso, os arquitetos t&ecirc;m o seu depoimento a trazer.<\/p>\n<p>\tComo profiss&atilde;o que trata de toda uma face da vida material e cultural da sociedade, como &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o social do espa&ccedil;o, a arquitetura est&aacute; no centro de problemas fundamentais do nosso povo.<\/p>\n<p>\tConhecemos e podemos avaliar a situa&ccedil;&atilde;o habitacional das popula&ccedil;&otilde;es urbanas e rurais, a desorganiza&ccedil;&atilde;o de nossas cidades, o n&iacute;vel sem precedentes da depreda&ccedil;&atilde;o do meio natural.<\/p>\n<p>\tSabemos o quanto o Brasil, pelo ritmo de seu crescimento, pelo car&aacute;ter acelerado da ocupa&ccedil;&atilde;o de seu territ&oacute;rio e pelos seus compromissos com as novas gera&ccedil;&otilde;es, necessitaria de previs&atilde;o, de planejamento, do ordenamento racional do uso dos seus recursos.<\/p>\n<p>\tO que constatamos, no entanto, a todo instante e em toda parte, s&atilde;o as provas mais evidentes da improvisa&ccedil;&atilde;o, da inconseq&uuml;&ecirc;ncia, do esbanjamento dos recursos naturais e do produto do trabalho humano.<\/p>\n<p>\tN&atilde;o temos nem pol&iacute;tica efetiva de planejamento do espa&ccedil;o, nem pol&iacute;tica tecnol&oacute;gica. Apesar da ret&oacute;rica tecnicista, a forma&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano e a produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o constru&iacute;do, obedecem no Brasil exclusivamente a crit&eacute;rios comerciais.<\/p>\n<p>\tO Estado que, seja qual for a sua composi&ccedil;&atilde;o social de classe, &eacute; respons&aacute;vel perante a na&ccedil;&atilde;o por suas obriga&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas para com o futuro do pa&iacute;s, omite-se diante do problema do habitat brasileiro, ignorando as necessidades humanas das massas populares e transferindo responsabilidades que lhe s&atilde;o inerentes ao setor empresarial privado.<br \/>\n\tO trabalho t&eacute;cnico carece de prote&ccedil;&atilde;o efetiva e de est&iacute;mulo. O significado da tecnologia nacional &eacute; desconhecido e subordinado aos interesses do capital estrangeiro.<\/p>\n<p>\tN&atilde;o existem em nosso pa&iacute;s normas de promo&ccedil;&atilde;o e de defesa do trabalho t&eacute;cnico capazes de resguardar as responsabilidades, de assegurar o correto aproveitamento dos novos contingentes profissionais e de prevenir o a&ccedil;ambarcamento e a corrup&ccedil;&atilde;o no acesso &agrave;s oportunidades de trabalho.<\/p>\n<p>\tNum pa&iacute;s que se notabilizou pelo trabalho de seus arquitetos, a interpreta&ccedil;&atilde;o oficial da legisla&ccedil;&atilde;o profissional consagra o esvaziamento da condi&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria do arquiteto.<\/p>\n<p>\tTemos todos plena consci&ecirc;ncia de que essa situa&ccedil;&atilde;o da arquitetura &eacute; um reflexo da situa&ccedil;&atilde;o da sociedade como um todo.<\/p>\n<p>\tA subestima&ccedil;&atilde;o das necessidades culturais nada mais &eacute; do que um aspecto particular da subordina&ccedil;&atilde;o da nossa sociedade ao projeto multinacional de acumula&ccedil;&atilde;o capitalista.<\/p>\n<p>\tA marginaliza&ccedil;&atilde;o da arquitetura &eacute;, portanto, apenas uma parte da problem&aacute;tica social brasileira.<\/p>\n<p>\tTanto o sabemos que denunciamos a mistifica&ccedil;&atilde;o tecnicista que pretende atribuir a defici&ecirc;ncias t&eacute;cnicas as conseq&uuml;&ecirc;ncias do nosso sistema de desenvolvimento. E repudiamos de igual modo as ilus&otilde;es da mesma natureza que levam a mistificar as possibilidades de resolver problemas de habitat, num contexto de desordem econ&ocirc;mica e institucional.<\/p>\n<p>\tO que nos cabe como profissionais e como cidad&atilde;os, &eacute; lutar pelo direito que nos assiste, como trabalhadores intelectuais que somos, de participar efetivamente da vida nacional, como elementos de progresso. N&atilde;o somos nem mais nem menos que os demais trabalhadores, e como eles temos reivindica&ccedil;&otilde;es a defender.<\/p>\n<p>\tNossas lutas integram-se com o esfor&ccedil;o dos demais setores ativos da sociedade, como for&ccedil;as convergentes, que a realidade objetiva coloca necessariamente na dire&ccedil;&atilde;o do progresso porque em oposi&ccedil;&atilde;o ao arb&iacute;trio, &agrave; repress&atilde;o das necessidades da popula&ccedil;&atilde;o e &agrave; depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica do nosso pa&iacute;s.<\/p>\n<p>\tDevemos ter consci&ecirc;ncia de que as reivindica&ccedil;&otilde;es e as conquistas secund&aacute;rias de setores profissionais como o nosso s&atilde;o partes do processo de unifica&ccedil;&atilde;o e de fortalecimento da sociedade civil, processo hist&oacute;rico que h&aacute; de tornar poss&iacute;veis as mudan&ccedil;as estruturais da sociedade brasileira. Por isso consideramos a defesa do nosso trabalho como parte essencial do nosso papel social.<\/p>\n<p>\tA amplitude do tem&aacute;rio deste Congresso traduz a grande diversidade das preocupa&ccedil;&otilde;es dos arquitetos brasileiros.<\/p>\n<p>\tO Conselho Superior do IAB engajou-se nestes tr&ecirc;s &uacute;ltimos anos num processo de discuss&atilde;o da problem&aacute;tica da nossa profiss&atilde;o a partir dos princ&iacute;pios definidos no Congresso de 1976.<\/p>\n<p>\tA convic&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime de que os entraves fundamentais ao desenvolvimento da arquitetura no Brasil residem no pr&oacute;prio modelo econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico vigente, levou o Conselho do IAB a tomar posi&ccedil;&otilde;es, de todos conhecidas, em apoio &agrave;s lutas c&iacute;vicas pela democracia, pela necessidade hist&oacute;rica de uma assembl&eacute;ia constituinte eleita livremente como &uacute;nico caminho v&aacute;lido de reformula&ccedil;&atilde;o institucional.<\/p>\n<p>\tAo colocar-se assim, juntamente com outras categorias profissionais, na primeira linha da consci&ecirc;ncia democr&aacute;tica da intelectualidade, o Instituto de Arquitetos granjeou o apre&ccedil;o e a considera&ccedil;&atilde;o dos setores mais din&acirc;micos da sociedade brasileira, demonstrando o n&iacute;vel de responsabilidade social da nossa categoria.<\/p>\n<p>\tSobre outros aspectos do condicionamento institucional da nossa profiss&atilde;o, o IAB tem-se pronunciado em defesa do papel dos poderes municipais asfixiados pela centraliza&ccedil;&atilde;o administrativa, e em favor de urgentes reformula&ccedil;&otilde;es no campo tribut&aacute;rio com vistas a combater a especula&ccedil;&atilde;o do solo.<\/p>\n<p>\tNo plano dos interesses profissionais, a Diretoria Nacional do IAB tem a firme convic&ccedil;&atilde;o de que uma correta defini&ccedil;&atilde;o legal da especificidade da arquitetura &eacute; condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o nosso relacionamento correto e a nossa alian&ccedil;a necess&aacute;ria com outras profiss&otilde;es, especialmente com a engenharia, na defesa da tecnologia nacional.<\/p>\n<p>\tNenhuma unidade de a&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica e s&oacute;lida poderemos estabelecer com as&nbsp; profiss&otilde;es irm&atilde;s enquanto a arquitetura permanecer discriminada e preterida pelo sistema de regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional.<\/p>\n<p>\tPor isso queremos destacar a import&acirc;ncia da discuss&atilde;o do Anteprojeto de Lei Profissional do Arquiteto elaborado pelo Instituto de Arquitetos para este Congresso. O anteprojeto pretende explicar as reivindica&ccedil;&otilde;es legais dos arquitetos neste momento: o reconhecimento legal das atribui&ccedil;&otilde;es do arquiteto e das suas compet&ecirc;ncias pr&oacute;prias; a defini&ccedil;&atilde;o legal dos requisitos m&iacute;nimos da forma&ccedil;&atilde;o do arquiteto no marco do ensino superior brasileiro; a institui&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&atilde;o profissional pr&oacute;prio, eleito por todos os arquitetos. Intentamos neste Congresso, por primeira vez, iniciar a an&aacute;lise autocr&iacute;tica da produ&ccedil;&atilde;o dos arquitetos no Brasil. N&atilde;o pretendemos, com isso, estabelecer promo&ccedil;&otilde;es ou confrontos de talentos individuais, mas iniciar modestamente a defini&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios objetivos e impessoais de avalia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o arquitet&ocirc;nica, no contexto econ&ocirc;mico, social e institucional existente.<\/p>\n<p>\tColegas e futuros colegas, a diversidade social e econ&ocirc;mica da nossa categoria profissional, h&aacute; de refletir-se necessariamente no debates deste Congresso. As diferen&ccedil;as de situa&ccedil;&atilde;o e de orienta&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gicas manifestar-se-&atilde;o no confronto das opini&otilde;es.<\/p>\n<p>\t&Eacute; absolutamente indispens&aacute;vel que todas as contradi&ccedil;&otilde;es se expressem com a maior profundidade e clareza. A unidade poss&iacute;vel, em torno dos objetivos que s&atilde;o comuns a todos n&oacute;s e &agrave; grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o, s&oacute; poder&aacute; concretizar-se se assumirmos claramente todos os n&iacute;veis de diferencia&ccedil;&atilde;o interna e de contradi&ccedil;&otilde;es da vida nacional, n&atilde;o poder&aacute; deixar de ser uma manifesta&ccedil;&atilde;o vigorosa de questionamento da situa&ccedil;&atilde;o do habitat brasileiro e da tecnologia nacional.<\/p>\n<p>\tO significado de nossas posi&ccedil;&otilde;es transcender&aacute; necessariamente a &aacute;rea profissional e a nossa manifesta&ccedil;&atilde;o convergir&aacute; com as reivindica&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias por melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida urbana e de habita&ccedil;&atilde;o. Entendemos que o sentido mais importante deste Congresso ser&aacute; o de definir o n&iacute;vel da nossa unidade como categoria e da nossa unidade com os demais segmentos progressistas da sociedade.<\/p>\n<p>\tEsta reuni&atilde;o &eacute; uma oportunidade excepcional que temos, como grupo social, de dar a nossa contribui&ccedil;&atilde;o ao fortalecimento e &agrave; unifica&ccedil;&atilde;o da sociedade civil. Da nossa capacidade de somar as nossas for&ccedil;as, apesar das diferen&ccedil;as existentes, depender&aacute; o lugar que ocupamos no avan&ccedil;o hist&oacute;rico do pa&iacute;s e, conseq&uuml;entemente, o futuro da arquitetura brasileira.<\/p>\n<p>\tO Instituto de Arquitetos, atrav&eacute;s do Departamento de Bras&iacute;lia, fez tudo o que lhe foi poss&iacute;vel fazer para organizar esta oportunidade de manifesta&ccedil;&atilde;o dos arquitetos brasileiros.&nbsp; Agiu-se de conformidade com a tradi&ccedil;&atilde;o de independ&ecirc;ncia da nossa entidade, excluindo qualquer tipo de comprometimento que pudesse afetar a nossa liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o. A independ&ecirc;ncia tem o seu pre&ccedil;o. N&atilde;o &eacute; o caminho mais f&aacute;cil para enfrentar a falta de recursos materiais.<\/p>\n<p>\tPedimos a todos os participantes que compreendam a origem das defici&ecirc;ncias materiais desta reuni&atilde;o e que ajudem a resolv&ecirc;-las para que elas n&atilde;o prejudiquem o conte&uacute;do do nosso trabalho. Pedimos, por fim, a todos que se considerem co-respons&aacute;veis pelo andamento normal das discuss&otilde;es, para que todas as id&eacute;ias possam se expressar livremente, aqui, dentro dos limites do tempo de que dispomos. A extens&atilde;o da nossa tem&aacute;tica n&atilde;o deve levar a confundir os n&iacute;veis de reflex&atilde;o.<\/p>\n<p>\tAs inquieta&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas sobre o destino do trabalho intelectual na sociedade do futuro n&atilde;o dever&atilde;o confundir-se com as exig&ecirc;ncias atuais da defesa da cultura. A liberdade de indaga&ccedil;&otilde;es intelectuais n&atilde;o pode paralisar a capacidade de reivindica&ccedil;&atilde;o no momento presente. Temos, por&eacute;m, a certeza de que somente o enriquecimento da pr&aacute;tica e a amplia&ccedil;&atilde;o das tarefas dos arquitetos ensejar&atilde;o o aprimoramento do conte&uacute;do da produ&ccedil;&atilde;o.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demetrio Ribeiro<\/p>\n","protected":false},"author":75245,"featured_media":10416,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[40,43],"tags":[],"class_list":["post-10415","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-editorial"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75245"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10415"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10415\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11118,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10415\/revisions\/11118"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10416"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}