{"id":10401,"date":"2016-07-22T00:00:00","date_gmt":"2016-07-22T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/iabrs.org.br\/discurso-a-primeira-turma-de-arquitetos-da-faculdade-de-arquitetura-da-urgs\/"},"modified":"2025-09-22T16:14:21","modified_gmt":"2025-09-22T19:14:21","slug":"discurso-a-primeira-turma-de-arquitetos-da-faculdade-de-arquitetura-da-urgs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/discurso-a-primeira-turma-de-arquitetos-da-faculdade-de-arquitetura-da-urgs\/","title":{"rendered":"Discurso \u00e0 primeira turma de arquitetos da Faculdade de Arquitetura da URGS"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<strong><em>Em comemora&ccedil;&atilde;o ao centen&aacute;rio do arquiteto e urbanista Demetrio Ribeiro, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) ir&aacute; publicar uma s&eacute;rie de artigos do ex-presidente do IAB RS e do IAB nacional. O texto de abertura ser&aacute; o discurso proferido como paraninfo &agrave; primeira turma de arquitetos da Faculdade de Arquitetura da URGS, em 1952, que foi publicado pela Editora UFRGS no livro Faculdade de Arquitetura 1952\/2002, com organiza&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Farias Rovatti e Fabiano Mesquita Pad&atilde;o. Confira:<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\tDign&iacute;ssimas autoridades,<br \/>\n\tMinhas senhoras e meus senhores,<br \/>\n\tMeus jovens colegas,<\/p>\n<p>\tConvidado a acompanhar em seus &uacute;ltimos passos da vida universit&aacute;ria esta primeira turma da Faculdade de Arquitetura, agradecido pela honrosa escolha de que fui objeto, volto o meu pensamento &agrave;queles dias ainda t&atilde;o pr&oacute;ximos em que se iniciou entre n&oacute;s o ensino da Arquitetura. H&aacute; oito anos passados, Dr. Tasso Corr&ecirc;a, teve a iniciativa de organizar no Rio Grande do Sul, um Curso de Arquitetura nos moldes do existente na Universidade do Brasil. N&atilde;o faltaram, ent&atilde;o, os que duvidaram do &ecirc;xito ou mesmo da oportunidade desse prop&oacute;sito. Irrealiz&aacute;vel ou, pelo menos, prematuro pareceu a muitos o empreendimento. Os fatos posteriores confirmaram as esperan&ccedil;as dos que confiavam no desenvolvimento da nossa profiss&atilde;o e no interesse que por ela manifestaria a juventude estudiosa.<\/p>\n<p>\tA nossa Faculdade, que hoje gradua a sua primeira turma, j&aacute; tem a sua hist&oacute;ria. &Eacute; uma hist&oacute;ria rica em ensinamentos. O decreto que criou a Faculdade, longe de ser uma medida improvisada, antecipada aos fatos, foi o resultado de um longo esfor&ccedil;o, fruto de aspira&ccedil;&atilde;o dos estudantes.<\/p>\n<p>\tAspira&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o dos estudantes que queriam a Faculdade. Porque &eacute; bom n&atilde;o esquecer que a Faculdade n&atilde;o se fez sozinha. Houve oposi&ccedil;&atilde;o a que ela existisse, oposi&ccedil;&atilde;o ativa e in&eacute;rcia. Existiram, enfim, obst&aacute;culos que s&oacute; o entusiasmo removeu. E esse entusiasmo venceu porque agiu de maneira organizada. Os mais ativos dos estudantes de arquitetura, que se batiam pela cria&ccedil;&atilde;o da Faculdade, formaram a comiss&atilde;o &ldquo;Por uma Faculdade de Arquitetura&rdquo;.<\/p>\n<p>\tEssa comiss&atilde;o desenvolveu um papel inestim&aacute;vel no processo que levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da Faculdade. Sabendo claramente o que queriam e conhecendo a fundo a quest&atilde;o, distribuindo entre si as tarefas e planificando o trabalho, os componentes da comiss&atilde;o, com o apoio entusiasta de todos os seus colegas, conseguiram que em pouco tempo os c&iacute;rculos universit&aacute;rios do pa&iacute;s conhecessem o problema e apoiassem a cria&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Arquitetura do Rio Grande do Sul. Tendo, assim, levado at&eacute; a opini&atilde;o p&uacute;blica, uma reivindica&ccedil;&atilde;o estudantil justa, esses jovens foram recompensados pela vit&oacute;ria, pela cria&ccedil;&atilde;o desta nova entidade, que muito h&aacute; de contribuir ao progresso cultural do Estado.<\/p>\n<p>\tNa consolida&ccedil;&atilde;o da Faculdade, o papel do estudantado continua a ser preponderante. Ao trabalho organizado dos estudantes devem-se os resultados mais positivos deste primeiro ato de trabalho da Faculdade. Em coopera&ccedil;&atilde;o dom uma comiss&atilde;o de professores, os estudantes deram uma contribui&ccedil;&atilde;o important&iacute;ssima na elabora&ccedil;&atilde;o do projeto de um plano de estudos que, embora infelizmente rejeitado pela maioria da Congrega&ccedil;&atilde;o, &eacute; um instrumento util&iacute;ssimo para a orienta&ccedil;&atilde;o das atividades did&aacute;ticas da Faculdade.<\/p>\n<p>\tPor ocasi&atilde;o do primeiro Congresso Nacional de estudantes de Arquitetura, realizado na Bahia, de 4 a 12 de outubro, a delega&ccedil;&atilde;o estudantil ga&uacute;cha, que tive a honra de acompanhar e da qual fazia parte o nosso querido companheiro Zanin, desempenhou papel destacad&iacute;ssimo. E essa atua&ccedil;&atilde;o brilhante dos alunos da Faculdade, que muito honrou a nossa Universidade nesse conclave nacional, foi o resultado principalmente, da prepara&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria, organizada e democr&aacute;tica que o Centro Acad&ecirc;mico realizou.<\/p>\n<p>\tO mais belo resultado obtido neste primeiro ano de atividades na Faculdade foi, sem d&uacute;vida, o da unifica&ccedil;&atilde;o completa de nossa Escola. Oriunda da fus&atilde;o de dois cursos, com orienta&ccedil;&otilde;es bastante diferentes, era, na verdade, o principal problema da novel Faculdade realizar a sua unidade, fazendo desaparecer os vest&iacute;gios das diferen&ccedil;as anteriores que poderiam mesmo, em certos casos, ter o car&aacute;ter de mal-entendidos.<\/p>\n<p>\t&Eacute; digno de ressaltar, pois, que nesses meses de conv&iacute;vio, os estudantes souberam das &agrave; nossa Escola um clima de completa unidade, fazendo com que todo o nosso trabalho se desenvolvesse dentro da maior harmonia.<\/p>\n<p>\tA intensa atividade da organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, dando ensejo a que se conhecessem melhor os alunos provindos de um e de outro curso, muito contribuiu a essa unifica&ccedil;&atilde;o da Faculdade.<\/p>\n<p>\tE os fatos confirmaram que, contraditoriamente ao que pensam alguns, n&atilde;o existe contradi&ccedil;&atilde;o entre a atividade gremial do estudante e o n&iacute;vel de sua vida escolar. &Eacute; que uma e outra coisa, a atividade social do aluno e a efici&ecirc;ncia de seus estudos, refletem o seu amor &aacute; profiss&atilde;o e a consci&ecirc;ncia que tem de sua responsabilidade perante a coletividade.<\/p>\n<p>\tCreio que podemos confiar no futuro de nossa Escola e que ela tem o direito de ver resolvidos os seus problemas. Porque existem problemas, alguns dos quais prementes. O corpo docente ressente-se da falta de cargos de assistentes em n&uacute;mero suficiente. Algumas das cadeiras desprovidas de assistentes t&ecirc;m recebido a ajuda desinteressada de assistentes volunt&aacute;rios.<\/p>\n<p>\tEsses jovens profissionais, que, com sacrif&iacute;cio pessoal, muito t&ecirc;m feito pelo ensino, merecem a nossa gratid&atilde;o. O problema dos assistentes, nem por isso, deixa de ser urgente para uma escola em que a natureza espec&iacute;fica do ensino reclama o maior contato individual entre alunos e professores.<\/p>\n<p>\tO fato de n&atilde;o ter sido ainda criado o cargo de Diretor da Faculdade, que j&aacute; funciona h&aacute; um ano, constitui outra anomalia, assim como a falta de cargos administrativos para a Faculdade.<\/p>\n<p>\tNesse ano, tivemos que trabalhar com grandes defici&ecirc;ncias de instala&ccedil;&otilde;es e de equipamentos. A nossa biblioteca ainda n&atilde;o existe, pois que n&atilde;o podem merecer tal nome os poucos volumes que dispomos.<\/p>\n<p>\t&Eacute; enorme o preju&iacute;zo que essa falta causa ao ensino.<\/p>\n<p>\tMeus jovens colegas:<\/p>\n<p>\tFa&ccedil;o aqui refer&ecirc;ncias a estes problemas da Faculdade porque estou certo de que voc&ecirc;s continuar&atilde;o vinculados &agrave; escola em que se formaram. Esse v&iacute;nculo existe sempre para o bom universit&aacute;rio. Para voc&ecirc;s, arquitetos, existir&atilde;o na vida profissional muitas ocasi&otilde;es em que lembrar&atilde;o a vida de estudante.<\/p>\n<p>\tA mesma luta para fazer conhecer e compreender a nossa profiss&atilde;o, esta mesma luta que acompanhou a vida de estudante, continua depois de formado.<\/p>\n<p>\tApesar do progresso observado no esclarecimento do p&uacute;blico, em mat&eacute;ria de arquitetura, muito tem de ser feito ainda para que se reconhe&ccedil;a &agrave; nossa profiss&atilde;o o seu lugar no conjunto social.<\/p>\n<p>\tAinda recentemente, pudemos constatar, n&atilde;o sem surpresa, que no plano de reestrutura&ccedil;&atilde;o do funcionalismo do Estado, n&atilde;o existem cargos de arquitetos. Isso equivale dizer que num dos Estados mais adiantados do pa&iacute;s, n&atilde;o &eacute; reconhecida a nossa profiss&atilde;o nos quadros do funcionalismo t&eacute;cnico.<\/p>\n<p>\tO que importa &eacute; insistir no trabalho de defesa da profiss&atilde;o, sem deixar amesquinhar essa luta ao n&iacute;vel de antagonismos ou rivalidades imagin&aacute;rias com outras profiss&otilde;es. A competi&ccedil;&atilde;o entre arquitetos e engenheiros n&atilde;o tem normalmente raz&atilde;o de existir. Os campos de a&ccedil;&atilde;o das duas profiss&otilde;es s&atilde;o inteiramente diferentes. O arquiteto estuda cinco anos para projetar e realizar o ambiente constru&iacute;do para a vida humana. Devendo satisfazer as necessidades humanas de ordem material e espiritual, a obra do arquiteto tem, necessariamente, uma qualifica&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica por for&ccedil;a da percep&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica pr&oacute;pria de todo o ser humano. Da&iacute; que o trabalho do arquiteto sempre seja em alguma medida um trabalho de ordem art&iacute;stica.<\/p>\n<p>\tO preparo do arquiteto &eacute;, por essa raz&atilde;o, bem diferente do preparo do engenheiro. Acontece, por&eacute;m, que o atraso relativo de nossa economia mant&eacute;m o campo de a&ccedil;&atilde;o do engenheiro em limites estreitos, dando-lhe poucas oportunidades de aplicar seus conhecimentos dos diversos setores da engenharia. Assume, ent&atilde;o, desproporcionada import&acirc;ncia para o engenheiro o ramo da constru&ccedil;&atilde;o civil, um dos poucos que se lhe oferece.<\/p>\n<p>\tA solu&ccedil;&atilde;o do problema nunca estaria em tentar competir com o arquiteto no trabalho em que este &eacute; profissional com preparo espec&iacute;fico, mas ao contr&aacute;rio, ver no arquiteto um aliado no esfor&ccedil;o comum para lutar por mais amplas perspectivas para os nossos profissionais.<\/p>\n<p>\tOs obst&aacute;culos que se antep&otilde;em ao desenvolvimento da arquitetura t&ecirc;m raz&otilde;es mais profundas. As incompreens&otilde;es, a falta de conhecimento, o ceticismo com que nos deparamos, n&atilde;o passam de conseq&uuml;&ecirc;ncias de fatores de ordem econ&ocirc;mica e social. O arquiteto verdadeiramente culto deve ter consci&ecirc;ncia da vida nacional a fim de poder situar-se corretamente no processo de desenvolvimento cultural do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>\tQuando explicamos o que &eacute; arquitetura a algu&eacute;m que n&atilde;o o sabe, temos de dizer-lhe que o bem-estar material e espiritual dos homens &eacute; t&atilde;o importante que existe uma profiss&atilde;o dedicada exclusivamente a criar o ambiente em que ele vive.<\/p>\n<p>\tO conte&uacute;do profundamente humanista e progressista dessa simples no&ccedil;&atilde;o de arquitetura explica muita coisa.<br \/>\n\tExplica que a arquitetura s&oacute; possa existir e desenvolver-se na medida em que a sociedade atende &agrave;s necessidades materiais e espirituais de seus componentes.<\/p>\n<p>\tCompreende-se que quando grandes camadas da popula&ccedil;&atilde;o vivem em condi&ccedil;&otilde;es de paup&eacute;rrimos, com uma capacidade aquisitiva baix&iacute;ssima, a arquitetura, o sentido mesmo dessa palavra arquitetura, seja inteiramente estranho &agrave; experi&ecirc;ncia dessas massas.<\/p>\n<p>\tA populariza&ccedil;&atilde;o da arquitetura, a sua divulga&ccedil;&atilde;o no Brasil, pressup&otilde;e uma eleva&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel de padr&atilde;o de vida do povo.<\/p>\n<p>\tN&atilde;o somente a populariza&ccedil;&atilde;o da arquitetura depende disso, como a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia de algo que se possa chamar de arquitetura brasileira. Uma arquitetura realmente nossa s&oacute; poder&aacute; resultar da soma de esfor&ccedil;os dos arquitetos brasileiros atendendo &aacute;s necessidades do nosso povo, usando os recursos materiais e culturais nossos.<\/p>\n<p>\tAs necessidades do nosso povo em mat&eacute;ria de arquitetura s&atilde;o imensas. Seria in&uacute;til insistir sobre esse ponto. Contam-se por milh&otilde;es de metros quadrados de constru&ccedil;&atilde;o o que seria preciso para satisfazer &agrave;s exig&ecirc;ncias do Brasil.<\/p>\n<p>\tE os recursos?<\/p>\n<p>\tMateriais naturais para construir temo-los de toda esp&eacute;cie em abund&acirc;ncia. Utilizados, estudados, aplicados, poder&atilde;o dar &agrave; nossa arquitetura riqueza e diversidade.<\/p>\n<p>\tRecursos para produzirmos os materiais industrializados, que a t&eacute;cnica moderna reclama, existem de sobra, todos n&oacute;s sabemos.<\/p>\n<p>\tAssim como as nossas necessidades s&atilde;o imensas, imensas s&atilde;o as nossas possibilidades. O progresso econ&ocirc;mico do pa&iacute;s, o desenvolvimento da ind&uacute;stria nacional poder&atilde;o tornar correntes, baratos, materiais que hoje usamos como artigos de luxo.<\/p>\n<p>\tComo poderia o arquiteto brasileiro sentir-se indiferente ante tal fato? Como poderia n&atilde;o desejar ardentemente e cooperar ao desenvolvimento de nossa economia, de nossa organiza&ccedil;&atilde;o social?<\/p>\n<p>\tMas uma arquitetura brasileira n&atilde;o ser&aacute; somente de materiais de constru&ccedil;&atilde;o tirados do nosso solo ou produzidos em nossas f&aacute;bricas. Ela tamb&eacute;m tirar&aacute; do povo, de suas tradi&ccedil;&otilde;es, de seu poder criador, os elementos de sua beleza e de sua express&atilde;o.<\/p>\n<p>\tE o arquiteto que ama o seu povo, que se orgulha de pertencer a ele, quanta inspira&ccedil;&atilde;o, quantos ensinamentos ir&aacute; encontrar nas manifesta&ccedil;&otilde;es da cria&ccedil;&atilde;o popular e na tradi&ccedil;&atilde;o cultural do pa&iacute;s. O que pode fazer um ga&uacute;cho da fronteira com o &uacute;nico material que disp&otilde;e: o couro cru; e o &uacute;nico instrumento: a faca? S&atilde;o, &agrave;s vezes, obras art&iacute;sticas, cheias de beleza. O que n&atilde;o poder&atilde;o fazer essas milh&otilde;es de m&atilde;os brasileiras quando tiverem &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o meios de produzir.<\/p>\n<p>\t&Eacute; da mobiliza&ccedil;&atilde;o desses imensos recursos brasileiros, materiais e humanos, que depende o futuro de nossa cultura nacional e a arquitetura brasileira.<\/p>\n<p>\tVemos, assim, que a nossa arte n&atilde;o poder&aacute; ter uma trajet&oacute;ria independente de outros aspectos da vida nacional. A exist&ecirc;ncia e a grandeza de uma arquitetura contempor&acirc;nea brasileira n&atilde;o depende de artigos em revistas estrangeiras, &eacute; uma quest&atilde;o de progresso nacional.<\/p>\n<p>\tSe lan&ccedil;armos as nossas vistas sobre o momento hist&oacute;rico atual, veremos logo que todos os motivos de divis&otilde;es entre brasileiros desaparecem diante de interesses comuns e dos perigos que a amea&ccedil;am.<br \/>\n\tArquitetos, engenheiros, m&eacute;dicos, professores, artistas, podemos todos fazer nossas as palavras do chefe da Igreja Cat&oacute;lica: &ldquo;Com a paz, tudo ainda pode ser salvo; com a guerra, tudo estar&aacute; certamente perdido&rdquo;.<\/p>\n<p>\tTudo estar&aacute; perdido, com efeito, se os recursos que podiam servir para habita&ccedil;&otilde;es, escolas, bibliotecas, foram destinados a importar engenhos de guerra. Tudo estar&aacute; perdido se os recursos que se destinariam a bolsas de estudos, forma&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento de profissionais brasileiros forem destinados &agrave; sustenta&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos que acompanham esses armamentos.<\/p>\n<p>\tO progresso constru&iacute;do, ao contr&aacute;rio, dentro do conv&iacute;vio pac&iacute;fico dos povos, nos oferece infinitas possibilidades de produzir, de trabalhar aos nossos semelhantes.<\/p>\n<p>\tMeus jovens colegas:<\/p>\n<p>\tNesta solenidade, que n&atilde;o &eacute; uma despedida, e sim, uma festa de honra de voc&ecirc;s, coube-me a distin&ccedil;&atilde;o, que mais uma vez agrade&ccedil;o, de dirigir-lhes a minha sauda&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\tApresento a todos voc&ecirc;s as minhas mais vivas congratula&ccedil;&otilde;es e meus votos de felicidades e de &ecirc;xito em seus empreendimentos.<\/p>\n<p>\tComo colega mais velho, quero fazer-lhes uma &uacute;ltima recomenda&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o se deixem, em nenhuma circunst&acirc;ncia, isolar pelas dificuldades. Quando um de voc&ecirc;s vier a sentir-se preocupado pelos problemas que tiver que resolver, lembre-se que n&atilde;o est&aacute; s&oacute;, que outros colegas, muitos outros, t&ecirc;m preocupa&ccedil;&otilde;es semelhantes, e n&atilde;o se esque&ccedil;a da for&ccedil;a que temos quando nos unimos.<br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demetrio Ribeiro<\/p>\n","protected":false},"author":75245,"featured_media":10402,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[40,43],"tags":[],"class_list":["post-10401","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-editorial"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10401","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75245"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10401"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10401\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11120,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10401\/revisions\/11120"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/veraz.com.br\/iab\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}